Com base nos conceitos atuais, onde todas as profissões das áreas da saúde estão cientes da importância de haver a prática clínica base em evidência científica, é sempre importante considerar os níveis de evidência científica quando
decidimos embasar a atividade clínica em pacientes.

Existem vários tipos de artigos científicos sendo publicados, de relatos de casos à revisões sistemáticas. Milhares de artigos são publicados todo mês e quem se manter atualizado precisa saber o que está lendo. Mas se você quer pesquisar se um tipo de tratamento é útil para seu paciente, como saber a qual tipo de artigo recorrer? uma dica: use a Pirâmide de Evidência Científica!

Todos sabem o que é uma pirâmide. Uma estrutura formada por triângulos, com a base mais larga que o topo. è uma estrutura sólida e firme, justamente pela sua forma, onde o topo, menor é sustentado pela base, maior.

A pirâmide de evidência científica não é muito diferente. Uma base larga, formada por artigos científicos de menor qualidade de evidência ajuda a construir a pirâmide que chega ao topo com artigos de alta qualidade.
A forma de pirâmide é um resultado natural de como a pesquisa científica se desenvolve. Apesar de serem artigos com mais “poder”, os artigos do topo não poderiam existir sem os artigos da base que vieram antes. E artigos da base são publicados em maior quantidade, pois além de serem razoavelmente mais fáceis e baratos de se realizar que alguns artigos do topo, são o primeiro passo para o teste de intervenções e estudos mais complexos.

A base da pirâmide de evidência científica: pesquisas animais e in vitro

Estudos em laboratório e em animais são a base da pirâmide. Muitos estudos do topo da pirâmide começam aí, principalmente quando são intervenções que podem ser perigosas para os pacientes. O problema desses tipos de estudo é que eles geralmente seus resultados não podem ser aplicados com rigor em nosso consultório. Animais são diferentes de humanos e os resultados de um estudo em laboratório e não devem ser extrapolados diretamente para a prática clínica.

Estudos in vitro (do latim: no video) são estudos que não são feitos em seres vivos, geralmente em um laboratório. São a base para praticamente qualquer intervenção e muitos estudos grandes começam com o que se chama de estudo piloto: um estudo preliminar feito em laboratório para se “calibrar” o estudo clínico que será feito futuramente.

Fonte:http://www.bbo.org.br e ortodontiadescomplicada.com.br

 

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